Por que o voice commerce é a grande novidade no varejo?

À medida que as vendas de alto-falantes inteligentes aumentam e as pessoas optam cada vez mais por conversar com seus dispositivos, varejistas estão competindo para se posicionar e abraçar a nova era do voice commerce.

A voz é a nova moda. As pessoas estão escolhendo cada vez mais a voz como sua interface preferida para telefones e dispositivos e as vendas de alto-falantes inteligentes estão aumentando. A assistente da Amazon, Alexa, e a Siri, da Apple, estão se tornando nossas novas melhores amigas.

As vendas desses dispositivos inteligentes aumentaram 237% em 2017, com mais de uma em cada três pessoas nos EUA agora possuindo um desses. Até 2020, estima-se que 50% das pesquisas serão feitas por voz - acima dos 20% das pesquisas em celular feitas no Google atualmente.

Embora a voz esteja atualmente longe de ultrapassar a tradicional combinação de teclado e telas como a interface de escolha, os varejistas reconhecem o potencial para uma mudança radical nos hábitos de compra e estão se adaptando rapidamente para garantir que possam aproveitar o comércio comandado por voz.

Atualmente, os consumidores dos Estados Unidos e do Reino Unido gastam US$ 2 bilhões por ano via voice commerce, mas estima-se que o número chegue a US$ 40 bilhões em 2022.

Então, como os comerciantes podem melhorar sua plataforma para garantir que eles não percam o potencial lucrativo do voice commerce? Conversamos com o Diretor de Ofertas de Nova Geração, Arnaud Dubreuil, para descobrir como a mais recente solução da Ingenico é a próxima evolução desse mercado.

Quais são as oportunidades para as empresas?

O objetivo de um comerciante é facilitar a experiência do usuário final. Voice commerce é excelente para isso porque você interage naturalmente com um robô. Não precisamos nos lembrar de nada.

O crescimento desse mercado está sendo impulsionado por avanços tecnológicos combinados com o fator conveniência. Espera-se que o reconhecimento de voz seja 95% preciso em 2020, comparado com apenas 50% em 1970, e as entradas de voz são cerca de três vezes mais rápidas que digitar em um telefone.

Neste momento, todos os comerciantes estão mostrando interesse, mas é claro que nem tudo se resolve com o voice commerce: usuários finais são compreensivelmente influenciados pelo preço. Ninguém comprará um computador de US$ 1.000 usando voice commerce, mas pode comprar uma pizza por US$ 15. Faz mais sentido para itens de serviços que o consumidor certamente quer comprar. Muitas vezes, isso significa compras recorrentes ou produtos com uma escolha limitada. Para compras únicas e excepcionais, os compradores preferem ver e comparar produtos diferentes antes de tomar uma decisão.

Quais as vantagens para o consumidor?

Acesso mais fácil. As buscas são rápidas: apenas faça uma pergunta e o robô faz todo o trabalho duro. E pode ser mais divertido. Imagine estar assistindo a um jogo de futebol com os amigos e vocês decidem pedir uma pizza. Com o voice commerce, podem todos pedir juntos. Ninguém precisa pegar o telefone ou ir até o computador, é só pedir ali mesmo.

 

Quais os principais desafios?

O ideal é ter autenticação de voz e fala livre, o que significa ser capaz de fazer uma compra apenas falando naturalmente com o robô, em vez de precisar se lembrar de uma senha. Esse é o nosso objetivo final e o objetivo final de todo o ecossistema, mas no momento existem problemas técnicos. Por exemplo, o Google não permite que terceiros acessem arquivos de voz por questão de privacidade, por isso muitos provedores não podem fornecer aos usuários a melhor experiência possível de voice commerce por meio do Google Home.

No entanto, talvez uma barreira mais significativa seja a atitude do consumidor. Criamos alguns grupos focais com usuários finais e eles nos disseram que, como essa solução é bastante nova, preferem confirmar o pagamento em seu smartphone ou dispositivo em vez de ter uma experiência completa por voz.

Acreditamos que isso mudará à medida que as pessoas se acostumarem com a compra por meio da voz, mas, nesse momento, os consumidores não estão preparados para isso.

Segurança é um obstáculo?

Na verdade, não é a segurança em si, é mais a noção de segurança das pessoas. Como é um novo canal de pagamento, os consumidores podem estar um pouco céticos. Eles podem ficar um pouco inseguros no início, mas é tão seguro quanto o comércio on-line, se gerenciado corretamente.

Como a nova solução de voice commerce da Ingenico facilita o processo?

Nossa solução permite que você encontre o item que deseja comprar por voz e autentique com segurança antes de realizar o pagamento. Em geral, fazemos isso por meio de seu smartphone, seja por um método padrão, como uma senha dinâmica única, ou por nossa nova tecnologia de ultrassom.

Neste caso, o seu alto-falante inteligente emite um som único além do seu alcance auditivo e você simplesmente segura seu smartphone perto dele para confirmar que você está presente para a compra.

A Ingenico cuida de todas as etapas de compra do cliente, incluindo o cadastro, a identificação de quem está falando, a autenticação do cliente e o processamento seguro de pagamentos. Ela oferece opções alternativas para a autenticação de voz em fala livre enquanto se prepara para isso.

Quem são os principais concorrentes?

Todas as empresas de pagamento estão atentas ao voice commerce, mas as soluções atuais ou não são muito fáceis de usar ou não são seguras, identificando o comprador em vez de autenticá-lo.

Para nós, a experiência do usuário é absolutamente fundamental. Este é um método de pagamento com o qual as pessoas não estão acostumadas. Se quisermos incentivar sua adoção, a experiência tem que ser fácil. Não queríamos lançar nossa própria solução até sabermos que tínhamos uma boa experiência de usuário e achamos que foi melhor assim.

 

Arnaud Dubreuil | Diretor de Estratégia & Marketing - Innovation Labs Group

Arnaud Dubreuil é o Diretor de Estratégia & Marketing do Innovation Labs da Ingenico. Nessa função, ele lidera atividades de marketing estratégico para fornecer suporte ao crescimento o Grupo Ingenico.

Arnaud tem uma extensa experiência em pagamentos, tendo trabalhado mais de 10 anos para a Gemalto desenvolvendo soluções de pagamento, e também possui uma grande experiência em telecomunicações móveis, tendo ocupado cargos técnicos e comerciais na Motorola, na NEC e na operadora móvel francesa SFR.